Samba

SAMBA

26 de setembro 2026

17h00

M/12 | ENTRADA GRATUITA (ATÉ AO LIMITE DA LOTAÇÃO DA SALA) 

Reinaldo Ribeiro apresenta Samba na ESMAE no âmbito do Quilombo Trema

Espetáculo do bailarino e coreógrafo brasileiro cruza dança, memória, migração e identidade para refletir sobre o que o corpo carrega quando atravessa fronteiras

O palco do THSC recebe, no dia 26 de setembro, às 17h00, Samba, espetáculo do bailarino e coreógrafo brasileiro Reinaldo Ribeiro, integrado na programação do Quilombo Trema 2026.

A partir de uma das mais reconhecidas expressões culturais brasileiras, Reinaldo Ribeiro transforma o samba num território de investigação sobre identidade, migração, pertença e diáspora. Longe de abordar o samba apenas enquanto manifestação festiva, o artista parte da sua própria experiência e das suas raízes brasileiras para questionar aquilo que permanece no corpo quando uma pessoa deixa o seu território e constrói uma vida noutra geografia.

Em Samba, a dança torna-se simultaneamente memória e deslocamento. O Carnaval, enquanto universo simbólico profundamente ligado à cultura brasileira, surge como ponto de partida para uma reflexão sobre as tensões entre celebração e violência, liberdade e controlo, identidade e representação.

Radicado na Europa e com uma carreira internacional, Reinaldo Ribeiro cruza em cena a dança contemporânea com referências da cultura brasileira e com um pensamento decolonial, criando uma obra em que o corpo funciona como arquivo de experiências individuais e coletivas.

A apresentação na ESMAE ganha particular relevância por colocar em diálogo a criação contemporânea e a formação artística, levando ao espaço académico uma obra que questiona as formas como corpos, culturas e identidades são percebidos quando atravessam fronteiras.

Ao transformar o samba em matéria de investigação artística, Ribeiro também propõe um olhar sobre a diáspora que não se limita à ideia de deslocamento geográfico. A experiência migratória aparece como transformação contínua: o que se leva consigo, o que se perde, o que se reinventa e aquilo que permanece inscrito no corpo.