MATS Lab

MATS Lab

– 23 e 25 de maio – 

Domingo, 23 de maio – 11h00 | 15h00 | 17h00
Terça-feira, 25 de maio – 10h30 | 12h00

Lotação máxima: 15 pessoas
Entrada livre sujeita a pré-reserva via brunopereira@esmae.ipp.pt

Trabalhos de Laboratório de Criação do Mestrado em Artes e Tecnologias do Som.

Vozes
A pandemia trouxe tempos obscuros para todos os amantes da cultura, no entanto para alguns, a escuridão envolveu a sua vida por completo. Desde o início da pandemia, com apenas alguns eventos a serem cancelados, ao escalamento da situação, que levou ao fecho de vários palcos e a perda de oportunidades de trabalho de maior parte dos trabalhadores da área. O impacto do vírus desolou um setor essencial da sociedade, e deixou milhares sem a sua forma principal de sustento. A performance a acontecer na plateia do Teatro Helena Sá e Costa, procura levar o espetador a refletir sobre a ansiedade àqueles que fazem da cultura a sua vida, sentiram com o agravamento da situação. O público é transportado para uma numa viagem cronológica pelos eventos da pandemia e as suas consequências na cultura. A atmosfera, o som, as imagens e o ritmo darão a oportunidade ao espetador de sentir em primeira mão os altos e baixos da pandemia, inserindo-o na pele de um profissional da cultura nos dias de hoje, desde a incerteza inicial do primeiro confinamento, ao desespero sentido ainda atualmente. Através da performance, procurar-se-á mostrar a resiliência, a determinação e a coragem de artistas e técnicos cujas atividades abrangem as artes e a cultura.

Rastos
No rasto coexistem ausência e presença. É o longe atualizado nos vestígios que deixa, a durar, intangíveis. Com a instalação sonora no palco do Teatro Helena Sá e Costa, propomos a escuta dos ecos de diferentes tempos impregnados no espaço, a partir de sua reconstrução em recordações e especulações, e captação sonora ao vivo. São três as camadas sonoras: uma de vozes de ex-alunos do Magistério Primário que ocupavam o edifício no período do Estado Novo e na transição para a democracia; outra de field recordings realizadas no espaço da escola -ecos do átrio que existia antes da construção do teatro; e uma terceira de captação em tempo real de ondas eletromagnéticas emitidas pelos circuitos elétricos do teatro, passíveis de interferência por quem lá passe.  Tais perspetivas sonoras, normalmente ignoradas ou vistas como periféricas em teatros convencionais, são vocalizadas no centro do palco e tornadas contemporâneas umas às outras, transmitidas por um rádio analógico -símbolo do 25 de abril -sintonizado manualmente, e por uma nuvem de micro altifalantes suspensos. O resultado é uma rede temporal única, sem início e sem fim, que acaba por deixar as suas próprias pegadas.

CAT.
Criando um bypass à noção de uma instalação site specific, a ideia começa por colocar a audiência num espaço qualquer, sendo que este se apresenta vazio. Através de uma apresentação audiovisual, a instalação consiste na reflexão de catástrofes com o sincronismo/assincronismo de uma composição sonora que acompanhará linearmente ou não, a montagem das imagens transmitidas em vídeo. A apresentação envolve trabalho de luz, som e imagem e pretende criar uma tensão entre a obra de arte e o público, passando, todos os elementos, pelas fases “normalidade –catástrofe –reconstrução –normalidade oposta”.

matslabcaratz site@3x

Ficha Técnica

Vozes
Alexandre Esteves
Helena Cristina
Vasco Faim

Rastos
Diogo Freitas
Lea Taragona
Tomás Quintais

 

 

CAT.
Bruna Curva
Guilherme Bezerra
João Alves